sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Pelo silêncio.

Quando você vai a um bar, uma festa, um shopping, já sabe a quantidade de barulho que vai encontrar. E se você não quer poluição sonora, fique em casa, onde não tem (pelo menos não deve ter) tanta gente falando alto e ao mesmo tempo. Exceto em tempos de política... vou dizer mais uma vez, e já estou quase convencida disso: tô ficando velha. Só pode ser. Ou os carros de som perseguem só a mim. Eles escolhem as proximidades da minha casa pra tocar suas musiquinhas toscas, que quando não são péssimos chicletes de ouvido, imitam músicas de sucesso, com o nome do candidato no refrão. Juntam-se o incômodo que o barulho me causa e a indignação com o monte de mentiras que esse povo promete, pronto, está formada A impaciência. Por acaso essas musiquinhas influenciam em alguma coisa na hora de votar? Por que os marketeiros não arranjam uma coisa mais moderna, silenciosa e eficiente?
Um dia desses, voltando do dentista, passou ao meu lado uma bicicleta de som, guiada por um senhor que devia ter lá pelos 60 anos, e usava uma roupa muito surrada. Naquela hora eu pensei: pelo menos ele arranjou como ganhar um dinheirinho a mais. É o mesmo pensamento que tenho quando vejo aquele pessoal segurando bandeiras enormes sob um sol de rachar. Mas não é esse tipo de emprego que os políticos têm que arranjar, né? Eu moro a menos de 200m de duas escolas, e os malditos carros (e também bicicletas) de som passam por aqui sim! Isso não é proibido? Já vi que só me resta respirar fundo até outubro, e torcer pra não ter segundo turno. Dos males, o menor.

4 comentários:

Tio Lillo disse...

magine a minha 'impaciencia' q moro em frente da UNIT.
www.tiolillo.blogspot.com

Tio Lillo disse...

imagine.
sem acentos, postado pelo celular.

carol disse...

até hj reverbera na mente aquela do "seilaseilaseila 2510". seilaseilaseila inclusive volta a se candidatar, espero q ele n repita o feito

Armando Maynard disse...

Na década de 60, circulava pelo centro de Aracaju, Ruas João Pessoa,Laranjeiras e São Cristovão os "carros de propaganda", assim se chamava na época. Imagine você tentanto se concentrar no trabalho e aquela 'barulheira'passando...Um abraço,Armando (lygiaprudente.blogspot.com)